terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Marta Hugon Quarteto.



Apresenta o segundo disco, o novo Story Teller. Ao vivo, com André Fernandes, no Hot Clube, dias 11, 12 e 13 de Dezembro às 23h00.

João Fazenda, "O mistério da cultura #2"

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Máscaras da Ásia.




A primeira exposição temporária do Museu da Fundação Oriente só vai estar patente até ao fim do corrente mês. "Máscaras da Ásia" é uma extraordinária viagem. A remodelação do edifício, feita por Carrilho da Graça e Rui Francisco, é sóbria, não se sente. E o modelo expositivo - radical, percorremos a penumbra das salas apenas com a luz que ilumina as peças, e que faz lembrar o novo Musée Quai Branly - resulta muito bem.

Brian Cronin, "How to heal a hypochondriac"

domingo, 7 de dezembro de 2008



Paz à sua alma. Lembro-me de ter gostado tanto da forma como iluminou o passado em "Pesca à Linha - Algumas memórias".

Pedro Calapez, "Lugar"




Personagens descarnadas e diálogos previsíveis e pueris. O preto e branco assim como a forma de terminar as sequências com a íris a fechar-se, insuportavelmente pretensioso. A Fronteira do Amanhecer, de Philippe Garrel. Decididamente, a evitar.

sábado, 6 de dezembro de 2008



4 Noites com Anna, de Skolimovski, é uma história de amor em silêncio e duas janelas. Uma por onde espreita a obsessão e outra por onde entra a timidez. Numa paisagem branca de Brueghel. A ver.

Dominguez Alvarez, "Casario e figuras de um sonho"



Quando, emocionado, ouvi Obama referir-se a Lincoln no seu discurso de vitória - «Como disse Lincoln a uma nação muito mais dividida que a nossa, "não somos inimigos, mas amigos"» -, tinha acabado de ler a biografia do segundo, de Richard J. Carwardine. Lincoln e Obama são filhos de Chicago - apesar de não terem lá nascido - foi na capital do Estado de Illinois que começaram as respectivas carreiras políticas. Ambos distinguiram-se pelas suas raras capacidades retóricas. Ambos herdaram um país dividido. E, de certa forma, a eleição de Obama completa aquilo a que Lincoln deu início, ainda que por acaso ou quase: porque se inequivocamente a Guerra da Secessão começou por causa da escravatura, nada no início da guerra faria prever a sua abolição. Obama e Lincoln eram, à partida, os candidatos mais improváveis para vencer as respectivas eleições presidenciais e Lincoln era, inclusivamente, considerado pelos seus amigos como inapto para exercer a presidência. Em "Lincoln" de Richard J. Carwardine - que não é nem um biografia pessoal nem um retrato iconográfico do mito - vemos claramente um homem feito pela função (que, aliás, redefiniu, aumentando substancialmente os poderes constitucionais do presidente). Lincoln foi o melhor fruto das piores circunstâncias. Por último, ambos formaram um governo de rivais. Oxalá, as semelhanças com Lincoln não se fiquem por aqui (à excepção do assassinato, bem entendido).

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Gil Heitor Cortesão, Sem Título

Agora, ando a ler estes dois.





Acabado de ler.

"A Revolução Americana", de Gordon S. Wood da colecção "Breve História, Grandes Temas", Círculo de Leitores. O livro é uma óptima introdução ao tema e tem, no seu fim, uma extensa recomendação de bibliografia sobre o mesmo. O autor oferece-nos uma abordagem neutra ou mesmo desapaixonada sobre as origens dos Estados Unidos, num momento - o livro é de 2002 - em que como o próprio refere, na sua introdução "...está muito na moda negar que algo de substancialmente progressista tenha saído da revolução".
Não tenho tempo, não tenho vida, mas estava-me mesmo a apetecer voltar a isto. É, acima de tudo, higiénico.

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